O que fazer

Inconsciência ou desmaio

 

Um desmaio pode ser causado por vários factores. Pode ocorrer após um grave acidente, no caso de insolação ou pelo facto da pessoa ter ficado muito tempo de pé. Em todos os casos, devemos manter a vítima deitada e tentar acorda-la, apertando levemente seus ombros e chamando-a pelo nome.

Paragem respiratória

Para verificarmos se uma pessoa está em paragem respiratória devemos:

1) Manter a vítima deitada;

2) Com uma de nossas mãos apoiada sobre a testa da vítima e a outra em seu queixo, devemos levemente elevar o queixo e inclinar a cabeça dela para trás;

3) Devemos então aproximar nossa face da boca e do nariz da vítima e ouvir e sentir a respiração dela, e também devemos observar os movimentos auxiliares do peito e da barriga.

Se a vítima não está a respirar:

1) Manter a cabeça da vítima para trás, evitando assim que a língua esteja a obstruir a passagem do ar;

2) Fechar o nariz da vítima com os nossos dedos e colocar a nossa boca na dela;

3) Devemos então dar um sopro a cada cinco segundos se for um adulto (1-5s), um sopro a cada quatro segundos (1-4s), se for uma criança e 1 sopro bem suave a cada três segundos (1-3s), se for um bebé. Neste momento é que se faz necessário o uso de uma máscara facial, própria para Recuperação Cárdio Pulmonar (RPC).

Paragem cardíaca

Para verificarmos se uma pessoa está em paragem cardíaca devemos:

1) Com a ponta dos dedos anular e indicador de uma de nossas mãos devemos tocar do lado do ponto de cartilagem, conhecido como “pomo-de-adão”, que existe no centro do pescoço da vítima. Se o coração da pessoa estiver a bater, podemos sentir um leve movimento da artéria denominada carótida, à qual chamamos “pulso”;

2) Podemos ainda, se for necessário, colocar o nosso ouvido sobre o peito da vítima e escutar, directamente, os batimentos do coração.

Se o coração não estiver a bater:

1) Proceda como na paragem respiratória, só que desta vez soprará, inicialmente, sempre duas vezes;

2) Logo após, coloque dois dedos de uma de suas mãos após o término do “apêndice xifóide” (final do osso esterno do peito) em direcção à cabeça da vítima. Sem retirar os dedos, coloque a outra mão ao lado dos dedos, cuidando para que o início da palma da sua mão fique sobre o osso esterno. Coloque agora a sua outra mão sobre esta e inicie a compressão do tórax. Se estiver sozinho, deve soprar duas vezes e comprimir quinze vezes (2×15). Se tiver ajuda de outra pessoa, a sequência é um sopro para cada cinco compressões (1×5).

Importante:

a) Os procedimentos de recuperação da paragem cardíaca devem ser feitos com a vítima sobre superfície dura;

b) Se a vítima for criança, deve fazer compressões com apenas a palma da mão e se for bebé, com a ponta de dois dedos;

c) Nunca se treina estes procedimentos de 1º socorros em pessoas saudáveis. Existem bonecos próprios para este treino;

d) Sempre que estivermos a realizar a recuperação cárdio pulmonar, só paramos quando chegar alguém mais habilitado que nós, como um técnico de saúde, um médico ou equipa do corpo de bombeiros.

Hemorragias

Hemorragia e sangramento significam a mesma coisa, isto é, sangue que escapa de artérias ou veias. Todo ferimento produz hemorragia, mesmo pequena. Porém, se após o curativo a hemorragia persistir, use a seguinte técnica.

1) Coloque uma compressa de gaze sobre o ferimento e comprima com a mão o local;

2) Se isto não for suficiente, levante o membro ferido para que fique em posição mais alta que o coração;

3) Se a vítima perdeu muito sangue, mantenha-a deitada, aquecida com cobertores e com os membros inferiores (pernas) elevados.

Picadas de insectos

Em caso de picada de insectos devemos:

1) Para diminuir a dor, aplicar um algodão embebido em álcool sobre o local picado;

2) No caso de picada de abelha pode tentar remover o ferrão com a parte cega da lâmina de uma faca ou canivete, passando sobre o ferrão em sentido paralelo (raspando) com a pele.

Queimaduras

Há de acordo com a gravidade uma classificação para as queimaduras:

1º Grau – A pele fica avermelhada. Aplica-se soro fisiológico ou creme hidratante sobre a região afectada. Sempre que for possível, deve-se deixar as queimaduras expostas ao ar, livres de ligaduras ou qualquer cobertura.

2º Grau – Há formação de bolhas. Estas bolhas não devem ser perfuradas. Se a queimadura for pequena, faça o tratamento já indicado para o 1º grau. Se a queimadura atingir grande parte do corpo, deve-se procurar um médico.

3º Grau – Há partes carbonizadas com desagregação dos tecidos, apresentando as vezes bolhas de sangue. Proteja o ferimento com uma compressa de soro fisiológico e leva a vítima ao médico.

No caso de uma queimadura por água, aplique vinagre sobre o local.

Importante:

Quando alguém é vítima de queimadura, é preciso observar sempre a extensão da parte atingida. Uma queimadura de 2º Grau que atinja grande parte do corpo é muito mais perigosa e grave do que uma queimadura de 3º Grau com poucos centímetros, por exemplo, na ponta do dedo.

Ferimentos

Lave com água e sabão ou soro fisiológico. Se houver algum corpo estranho (caco de vidro, espinho, farpa, etc.) remova-o com a pinça, se puder fazê-lo com facilidade. Senão, deixe esta tarefa para o médico.

Seque o ferimento e aplique solução desinfectante.

Se o ferimento for pequeno, cubra com pele plástica (Band-aid). Se for maior, coloque uma compressa, ligadura elástica e prenda com adesivo.

Fracturas, entorses e luxações

Fractura é a perda, total ou parcial, da continuidade de um osso.

Entorse é a torção dos ligamentos de uma articulação.

Luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contacto entre si.

A imobilização provisória é o socorro mais indicado no tratamento de fracturas ou suspeitas de fractura, entorses ou luxações. Quando executada de forma adequada, a imobilização alivia a dor, diminui a lesão dos tecidos, o sangramento e a possibilidade de contaminação de uma ferida aberta, para que a vítima possa ser encaminhada à avaliação médica.

Realize a imobilização com o auxílio de talas de papelão ou madeira, ou ainda com outros materiais rígidos improvisados, como réguas, jornais dobrados, etc. Caso não haja nada para servir de tala, há ainda a possibilidade de auto imobilização, que consiste em fixar o membro inferior fracturado ao membro sadio, ou o membro superior fracturado ao tórax da vítima.

Em fracturas expostas (o osso rompe a pele e fica exposto ao ambiente), antes de se imobilizar, deve-se cobrir o ferimento com pano limpo ou gaze estéril.

Nas entorses e nas fracturas em articulações (cotovelo, joelho, etc.), procure imobilizar o membro na posição que ele for encontrado.

Nos casos de entorse, aplique gelo e compressas frias. Não aplique nada quente sobre a parte afectada durante as primeiras 24 horas, pois o calor aumenta o inchaço e a dor.

Choque eléctrico

– Não toque na vítima até que ela esteja separada da corrente ou esta esteja interrompida;

– Não tente retirar uma pessoa presa a um cabo eléctrico exposto ao tempo, a menos que tenha sido especialmente treinado para este tipo de salvamento. Entretanto, lembre-se de que cada segundo de contacto com a electricidade diminui a possibilidade de sobrevivência da vítima ao choque eléctrico;

– Se souber, desligue a tomada ou a chave geral de corrente eléctrica. Se não souber, chame imediatamente quem entenda do assunto ou então use uma vara ou ramo seco, uma corda seca ou um pano seco para afastar ou empurrar o fio da vítima. Toque apenas em material seco não condutor de electricidade;

– Inicie a reanimação cardio respiratória logo que a vítima estiver livre do contacto com a corrente.

Gazes venenosos, vapores químicos ou falta de oxigénio

– Remova a vítima para um local arejado e não contaminado;

– Inicie a respiração de socorro pelo método boca-a-boca.

Ligaduras e imobilizações

São usadas para imobilizar ou proteger um local magoado. Observe no desenho alguns tipos de imobilizações utilizando o lenço escuteiro ou ligadura triangular.

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